| História |
Um pouco da História
| Quando nos primeiros tempos desta paróquia se procurava um santo titular, de acordo com o espírito dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus, foi sugerido o título "Paróquia do Sagrado Coração de Jesus em sufrágio das Almas". As autoridades eclesiásticas competentes, de bom grado, aprovaram e ratificaram esta escolha. Com este nome, pretendia-se realçar o aspecto específico da devocão ao Sagrado Coração de Jesus, a saber: a misericórdia do Sagrado Coração de Jesus ou o amor misericordioso de Deus, especialmenmte para com os irmãos falecidos. Neste contexto chama à atenção o fato de o Papa João Paulo II já dedicar a sua segunda Encíclica "Dives in Misericordia - Rico em Misericórdia" integralmente a este amor misericordioso de Deus, querendo deixar bem claro que Deus, levado por amor e compaixão, sempre está disposto ao perdão. Os fundadores pretendiam, conforme o desejo expresso em carta pelo Cardeal Motta, então Arcebispo da Igreja de São Paulo, que este templo se tornasse um "verdadeiro Santuário das Almas", um lugar sagrado, onde constantemente se invocasse a misericórdia de Cristo, que em sua infinita compaixão para com os homens aceitou a morte na cruz, exatamente para obter o perdão dos pecados. Que deste local, privilegiado pela graça de Deus, subisse ao céu uma torrente incessante de orações em sufrágio das almas. Esta visão vem diretamente ao encontro daquilo que vivem os cristãos em seu íntimo, quando perdem um ente querido e, nestas horas de dor e de luto, desejam ardentemente fazer algo em seu favor. Os fiéis vivem, também nestes momentos de tristeza, a sua fé na ressurreição de Cristo e na ressurreição dos irmãos falecidos. Estes cristãos não caem no desespero, mas acreditam que Cristo ressuscitou para uma vida nova, gloriosa, uma vida repleta de plena felicidade na intimidade do próprio Deus. O segundo pensamento dos fundadores era suscitar e reforçar nos devotos a certeza de que os nossos irmãos mortos para esta vida, porém vivendo já a vida eterna na sua rica plenitude na intimidade de Deus, podem ajudar a nós, pobres mortais neste mundo atribulado. Aqui os papéis se invertem: não somos mais nós que procuramos auxiliar os falecidos, mas sim os irmãos, glorificados em Deus, que intercedem sem cessar por nós, peregrinos nesta terra. Eles também passaram por esta vida e, por experiência própria, sabem muito bem como a vida neste mundo conturbado pode ser difícil, dura, amarga e cheia de aflições. Também este aspecto de devoção às almas vem ao encontro do nosso povo religioso. Cada casa tem a sua cruz, cada lar luta com problemas e complicações. Quem tem fé recorre a Deus e pede a intercessão dos que estão junto a Ele. Para os devotos das almas, seus pedidos a Deus são feitos através dos amigos que estão no céu. E não ficam sem resposta. São tantas as graças maravilhosas alcançadas, que este Santuário tornou-se, sobretudo, lugar de louvor e ações de graças. Cremos que os peregrinos, que por aqui passam, antes agradecem o que já receberam, para depois apresentarem seus pedidos. Na oração, na contemplação, na escuta atenta da Palavra de Deus, descobrem a esperança da feliz ressurreição e se animam a construir o caminho da vida na fraternidade, partilha e solidariedade. |