Deus, suscita, na Igreja, muitas realidades: dons, carismas, serviços, ministérios, mas não podemos prender o Espírito Santo, pretendendo que Ele fique segundo o nosso controle. Muitas pessoas fazem descobertas bonitas em suas vidas, que pode lhes dar a impressão de que, ali, está a única solução para a Igreja. Perto delas, alguém descobre outra realidade. E, então, percebem: “Como Deus é criativo!”. Temos de ter uma bússola que aponte para o Norte, que é Deus. Precisamos estar abertos. Se alguém pretende ser inspirado por Deus, quando, na verdade, gosta apenas de se olhar no espelho, não terá futuro. Um carisma só é autêntico quando contribui para a edificação da Igreja. O carisma é para servir, não para vaidade ou orgulho próprio. A razão de ser da Igreja é evangelizar, comunicar a Boa-Nova para isso nosso Senhor suscita tantos dons.

A Igreja, no Brasil, mostrou cinco gritos, cinco urgências, cinco realidades: 1 – Igreja em estado permanente de missão; 2- Igreja é casa de iniciação cristã; 3 – Animação bíblica (a Bíblia como animação da vida pastoral); 4 – Igreja, comunidade de comunidades; 5 – Igreja a serviço da vida. Nós temos de chegar em quem está longe da Igreja. Os confins da Terra estão nas pessoas que abandonaram a Igreja, que precisam ser tocadas pela vida desta.

Um carisma é dado para que você o coloque a serviço da Igreja. Quem se apaixona por Jesus Cristo tem de transbordá-Lo no anúncio de Sua verdade. Não existe discípulo autêntico que não seja missionário. Se me tornei discípulo, faz parte do meu ser discípulo ser também missionário. Se partilhamos a experiência cristã, é porque alguém nos apresentou a beleza da fé. Somos frutos de uma missão, do colo de nosso pai e de nossa mãe, da catequista, do sacerdote. Alguém foi missionário para você.

Dê graças a Deus por isso! E essa chama está, agora, em suas mãos para que você a passe aos outros. Nós não podemos fugir das nossas responsabilidades de anunciar a Palavra do Senhor oportuna e inoportunamente. O papel de cada pessoa e seu testemunho pessoal não podem ser atribuídos a outro. Cabe a nós essa tarefa. Comunidade deve ser escola de diálogo interno e externo. A comunidade é o ponto de partida, ela acolhe, purifica, gera comunhão e envia em missão.

Como Missionários do Sagrado Coração de Jesus, levamos uma mensagem de esperança para todas as pessoas, através da missão do Santuário das Almas.

A minha bênção sacerdotal,

Pe. Valmir Teixeira, mSC
Reitor do Santuário das Almas